Current Mood:
Kiss my Ass !
Eu adoro o fato de as pessoas não serem as mesmas sempre, adoro pessoas que mudam, que se transformam, que evoluem, e que a cada momento ou a cada situação se mostram diferentes; mas vale dizer que eu adoro que hajam mudanças pra melhor, e que essas diferenças sejam sempre positivamente surpreendentes. Adoro conhecer as faces das pessoas, de ver como elas são, adoro quando alguém se mostra com transparência. Ok, quando as máscaras caem é que você vê as verdades, e que quase sempre não são agradáveis, but anyway …
Já sei, vocês já devem estar se perguntando: “O que aconteceu desta vez, Raphaella ?“. Simples. Situações do meu cotidiano estão fazendo com que eu mesma conheça as minhas “novas” facetas, ou aquelas que estavam guardadas … Existem coisas que acontecem pra que as pessoas se mostrem verdadeiras. Isto a gente já sabe. Mas e quando a pessoa que se mostra diferente é você mesmo ?
Seguinte: É fácil dizer que você falar que prefere Coca-Cola Original se você nunca teve a chance de escolher entre esta e a ZERO. É fácil você dizer que prefere calor, quando nunca foi aos EUA sentir o clima bascanesse de um país nada tropical. É muito muito muito fácil você dizer que é uma pessoa independente, bem resolvida e “ajuizada” quando em sua vida nunca você teve motivos ou jamais teve a chance de descabelar, fazer a louca, enfim., nunca pôde escolher. Os seus caminhos nunca te mostraram o lado esquerdo e direito simultâneamente, então como é que você pode dizer que seguiria em frente ?
Deu pra entender ?
Eu sou o tipo de pessoa que não se conhece 100% ainda, mas sempre tenho previamente decidido quais decisões que eu por um acaso viria a tomar se algo acontecesse. E em algumas vezes NADA do que a gente planeja dá certo, e da mesma forma acontece com a nossa personalidade. Porém, eu estou escrevendo esse post bem satisfeita, porque ultimamente eu tenho provado pra mim mesma que (talvez) eu seja mesmo aquela mulher/menina, ernnn … “moça” que eu planejei ser. Definitivamente as pessoas não me influenciam mais (já fui influenciada sim, quem não foi?), não me causam mais arrependimento algum, e não me deixam constrangida ou receosa por não ter feito algo que eu não quero nem gosto de fazer. Eu estou descobrindo uma Raphaella mais ‘dura’ em suas decisões, menos vulnerável ao vento, e que apesar de dar muita importância a quem a admira, está disposta sim a abrir mão de qualquer amizade ou relacionamento se por um acaso algum destes atrapalharem os seus planos, ou ‘atrasarem’ a sua vida.
Nunca fui de muitos amigos, e sempre achei que se alguém com umas idéiazinhas bestas tentasse me … ‘converter a outros gostos’ eu iria em frente na insanidade apenas por eu mesma ter feito uma imagem de mim de menina aliciável, já que na adolescência me deixei levar por outras pessoas em um maaar de imoralidades, tais como comer verdumes e leguras, até otras cositas más :P~
Vocês podem não fazer esta idéia de mim, já que sempre sou tãão ‘durona’ na queda, mas eu tinha essa imagem de mim mesma, sempre me senti insegura diante de novas amizades, experiências, etc. Porque nem sempre as pessoas te corrompem, mas você que se deixa corromper pelo deslumbramento de um mundo novo. Apesar de ter 20 anos, ainda sou sim uma … girl, e não sou nada experiente diante da vida, como muitas outras meninas da minha idade costumam se vangloriar.
Ainda estou em fase de descobrimento. Na maioria das vezes quem entra em cena é a menina, a “Raphinha” (como a maioria das pessoas cismou em me chamar
), depois quem pode dar as caras é a mulher, aquela sempre disposta a resolver tudo, a pôr a mão na massa, a batalhar seja por que e por quem for desde que os seus ideais não sejam contrariados, mas agora … agora eis que surge a Raphaella que sabe quando e como dizer NÃO, sabe quando colocar um BASTA, sabe quando ‘cortar o mal pela raiz’, seja nas outras pessoas, ou em mim mesma. Não me sinto mais mal por negar, por não fazer o que não quero apesar das insistências, e acima de tudo não me sinto mais mal por dispensar companhias que não estão dispostas a me aceitar como eu sou, e apenas querem que eu, eu e eu levante a minha bunda daqui e vá até a montanha. E esta Raphaella pode parecer má, fria, dura, radical. Mas eu não posso mudar quem eu sou, nem moldar minha personalidade de acordo com as estações. Sacas
?
Posso falar ? Estou adorando descobrir um eu mais … mais … desligada de pessoas encanadas, sabe ? Não. Ninguém mais rouba meus pensamentos, e nada rouba mais a minha atenção das coisas da minha vida. Eu aprendi a me colocar em prioridade (mesmo sempre tendo aqueles autoproblemas maledetos ainda) e felizmente não me sinto mais mal por isso 
Quem disse que a gente ou faz o vilão, ou faz o herói ? E quem não é nada disso, é idiota ? Não. Estou aprendendo que todos temos várias faces, ocultas ou não estão aqui, estão dentro de nós. E é muito sábio saber usá-las no momento e na hora propícia. Mesmo surpreendida por estar descobrindo tudo isso analisando a mim mesma (não posso nem apontar o indicador a ninguém), estou feliz, pois de um jeito ou de outro estou fazendo o que os meus ideais pedem, o que os meus valores dizem, mesmo sabendo que muita gente não me aprova, não aceita a forma como sou, como vivo, como ajo. Mas pessoas assim não são minhas amigas de verdade, e se não me aceitam assim é melhor dispensar.
E vocês ? O que pensam sobre isso ? A Rapha Coringa é mais lesgal, ou é mais banal ?







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30.09.08 às 17:30 |

Cry



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Yuck !
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