Oct
20

  Sobre a falsa liberdade e outras cronicas ~

Eu tive “aquela fase” que todo adolescente tem, porém eu jurava que never alguém já havia passado pelo que eu passava. Puro drama de menina boba, eu nem passava por tanta coisa, assim
E apesar de não gostar muito de lembrar desta fase - não que tenha sido ruim, mas eu sempre fui o tipo de “garota adulta”, e por mais que minhas atitudes me acusassem, eu sempre quis crescer, ser mulher, alcançar aquilo que parecia ser inalcançável, ou seja, ser e viver naquele EU que projetei por tantas e tantas noites a fio.

O porquê disso ? Sinceramente eu não sei. Mas se o depoimento dos meus pais vale alguma coisa, eles ( e mais 1204523 familiares que eu não sei nem quem são ) já disseram que “a Raphaella sempre foi assim E não adianta, apesar de toodas as confusõesinhas que já tive em meus relacionamentos interpessoais, eu sou sim, individualista e independente. E pode parecer egocêntrico demais, mas eu ainda não acho isso errado. E cá entre nós, por que raios deveria achar ? Eu já tentei mudar, me socializar, mas cansei, não me agradaria mudar para me agradar, porque de fato antes me agradaria agradar a algunas personas. Agora não, agora chega, agora essa sou eu.

Mas e quando, do nada, você se vê exatamente onde já quis estar ? E quando, você pára pra pensar e vê que talvez aquilo que você projetou ser e fazer … enfim, oh gosh, está acontecendo ?
Não vou mentir, apesar de algumas decepções, e de eu ainda sim, sofrer com meus descontroles, devidos responsáveis pelo meu dom de magoar as pessoas que nem tem nada a ver com nada, eu estou em uma fase … “diferentemente melhor“.

A euforia de entrar em uma fase da sua vida em que você não sabe o que vai acontecer, e que por vezes você se surpreende com os acontecimentos bons ou ruins é intrigante.
Tudo isso começou no início deste ano. Eu percebi que eu estava vivendo uma vida que por mais que eu contestasse, essa vida não era minha. Eu estava abusando da minha mente, e da boa vontade da minha família. Apesar de muito sofrimento, abdiquei ao meu trono de falsa princesinha e me joguei. Tranquei minha faculdade, porque definitivamente eu tinha que colocar a minha vida em ordem. Mas como é que você pode ficar bem abrindo mão do seu maior sonho ( já em realização ) pra recomeçar do zero ?

Nesta fase, parece que meus olhos se abriram. Graças à Deus bem nesta fase arranjei um novo emprego, após meses desempregada. Trabalhei duro, e foi nesta fase que eu caí, que eu sofri, mas que sobretudo aprendi muito sobre a vida real, aquela que minha família e meus amigos tanto tentavam me proteger, ou me privar.

Depois, quando eu achava que estava tudo se ajeitanto, fui demitida, e por ironia do intestino ( rá ) recebi mais um presentinho da vida: após vários exames médicos, foi constatada uma doença crônica, farmacodependente, e foram mais alguns meses de repouso, e dando início a um longo tratamento cheio de altos e baixos. O hipotiroidismo não é algo que atrapalha intensamente a vida de algum paciente, porém a princesinha aqui deixou chegar a um ponto quase cirúrgico, e isso foi quase, eu disse quase, dito sem solução medicamentosa.

Depois de alguns meses de deprê e enfermidades, de problemas de saúde e psicológicos, Deus me deu forças, e em cima da hora decidi arriscar em um novo emprego.

Aquele, o mesmo, este atual. Quando fui contratada, eu recebi TANTAS responsabilidades que achei praticamente impossível dar conta de tudo. Justo eu, que havia sido demitida por ser “nova demais” e por não ter sido contratada em várias outras empresas por ser “menina demais”, “criança demais”, e outras “infantilidades demais” pra serem caractéristicas verídicas Tudo pela carinha de criança, voz de criança, jeito de criança. Masquepoha de empresas que não reconhecem a responsabilidade de cada um e o bom desempenho nas entrevistas ?

Mês que vem completarei 3 meses nesta empresa, super recente, super sobrecarregada, super estressada, super cheia de responsabilidades, fato. Mas esta ajuda que Deus me dá a cada dia pra responder as expectativas ( por vezes abusiva ) me fez abrir os olhos pra mim novamente, pra que tipo de pessoa eu sou hoje, aquela moça, que responde a pelo menos 60% das expectativas da adolescente utópica do começo do post

Eu usei como exemplo a minha vida profissional pra criar um contexto com a vida que eu levo hoje. Parece que apesar de tantas lutas, de tanto sofrimento, de tanto chororô de emo, quando você menos espera as “horas certas” vão chegando. E acredite, você sabe quando elas chegam
O mais engraçado é que eu sempre, sempre fui muito “protegidinha” sabe, sempre proibida, limitada, controlada. Não só em se tratando do tão exigido direito de ir e vir, como também das minhas idéias. Meus pais sempre respeitaram minhas opiniões, porém com alguma relutância ocasionalmente Não os tiro a razão, se eu sou o que sou hoje, se eu sou responsável e consciente ( ) isso eu devo a eles.

Mas quando a hora certa chega ninguém se manifesta. Nem seus pais, nem seus amigos, nem ninguém. E também quando se atrevem a tal insanidade, tomam na tarraqueta. Eu tenho 20 anos e sou vacinada. Não sei de nada, mas hoje estou de mente aberta para aprender, e no que eu aceitar descobrir sozinha, por favor não se intrometa. Quanto a isso estou mais linguaruda do que nunca

E aí, pessoas, é um misto de euforia, medo, frenetismo e receio. Acontecem coisas que você sempre sonhou, mas que parecem tão banais, já que hoje você tem outras prioridades - e tá pra nascer alguém que invente mais prioridades do que eu . Por isso algumas conquistas passaam despercebidas, porém algumas … ahh … são essas que estão me inspirando a fazer este post.

Mesmo depois de muitos acontecimentos ruins e de uma bela nuvem negra em cima da minha cabecinha, posso dizer hoje que não há nada mehlor do que, depois de um tombo, você se reerguer, ALONE, só vc e Deus, e refazer suas próprias idéias, catar os seus próprios caquinhos, acreditar em você. Não tem coisa melhor, do que, depois de uma maré de azar, você compreender a verdadeira razão de cada coisa ruim, e aprender com tudo isso. E levantar, e se tornar ainda mais, ainda melhor.

É. Parece que cresci. Eu não sou mais uma menina, apesar de meu rosto e minha voz ainda enganarem bastante, ahaha. Mas mulher … ainda é cedo pra dizer, não chego a tanto, vai !

E é essa falsa liberdade que me fez acordar mais feliz hoje. Caí na real, sabe. Estou livre. Presa em minhas reponsabilidades, meus paradigmas, meus valores intraduzíveis, e etc e tal. Mas nunca, nunca eu me senti tão livre. E sinto que isso é só o começo






Sep
8

  O dilema da Sinceridade ~

Current Mood:Sigh emoticon Sigh

Quando eu era pré-adolescente (isso há muuuiiiitos anos-luz atrás, já que agora tenho 20 anos, hahá) eu era aquele tipo de pessoa obcecada por fazer amizades, por ter bastaaante amigos, por ser popular, pobre garotinha …
Ingênua, não sabia eu, que ser popular nada mais é do que uma fantasia criada pelas pessoas, falar “oi”, ser lembrada em seu aniversário por várias pessoas, ou ter 4.556 profiles “LOTADOOS” no Orkut não quer dizer necessariamente que você seja um indivíduo cheio de amigos, e que a verdade é que pessoas sinceras com você, de verdade, ah, a gente conta nos dedos …

Depois, na adolescência, eu queria mesmo era estar com minhas 8 amigas íntimas e nada mais. Ser verdadeira, e enxergar a verdade nos olhos das pessoas. Pois pobre garotinha 2, porque eu definitivamente não sou o tipo de pessoa que enche as duas mãos contando amigos
E agora, depois dos 18 anos, em meus trabalhos, estudos, cursos, blogs, enfim … criei uma certa proteção e um certo limite em meus relacionamentos pessoais e profissionais, enão vou negar que o bloqueio que coloquei em mim mesma, pra não me magoar mais com as pessoas, também é auto-destrutivo, porque estou quaaase sempre sozinha em meu dia-a-dia. Mas ainda não me arrependi, e apesar de já sim, ter perdido a chance de ter feito algumas amizades, ou mesmo ter ‘prolongado’ amizades intensas e frenéticas, não me arrependo de ter me feito como sou, e pra você ser minha amiga ou amigo dopeito mesmo mesmo, ahh, você tem que rebolar, rebolar e rebolar ! Hahaha, não esta última parte foi brincadeirinha, também não sou tão intocável assim O negócio é que eu falo o que eu sinto e não ajo com malícia com as pessoas que gosto, e as pessoas não são assim!

O assunto em que eu queria mesmo chegar é: SINCERIDADE. Não adianta, essa é uma característica que por mais que eu lute, eu NUNCA vou conseguir tirar de mim, porque gente, eu sou sincera, e as pessoas não aceitam isso. E mais, eu sou sincera, e fico meeega magoada quando as pessoas não são, ou seja ? Ham ? Ham ? Eu nem ligo mais, e nem posso dizer que é ironia do intestino

É chato quando as pessoas não confiam na sua sinceridade por ser tão sincera como é, e é pior quando essa pessoa abre mão de qualquer respeito e consideração, e tenta te fazer de bobona Êêêta, mundo cruel, huahuahuáá

Prontofalei.






Aug
19

  De volta ao proletariado (parte 2) ~

♥ Existe uma “febre” de fotos de marmitinhas correndo pelos e-mails, não sei porque … mas se você tem alguma em seu e-mail me envie pra eu compartilhar com a massa do proletariado !
» raphaella@sweet-scape.org

Não é porque eu tô labutando que eu vou esquecer do blog, nem é por isso que vocês vão esquecer de mim, né, gente ? Pensando nisso eu resolvi montar um esquema de blogagem, e assim vou tentando atualizar com mais frequência, que nem eu vinha fazendo anteriormente !

Hoje vamos falar sobre “O Dilema da Marmita”. Eu já trabalhei em outras empresas, este aqui não é o meu primeiro emprego, mas sempre de um jeito ou de outro eu “fugia” da marmitinha santa de todo dia. Não por vergonha, não que eu ache que andar com uma marmitinha abafada na minha maxibolsa preta de verniz estilo diva seja down, imagina, não pensem este disparate sobre a minha pessoa, mas eu simplesmente não tinha esta necessidade, por exemplo, na Editora Moderna, onde eu trabalhei pela última vez, de levar a comidinha pronta de casa, porque lá tinha um mega master upper restaurante interno, onde os funcionários podiam até comer bomba de chocolate de sobremesa, pasmem !

Mas aqui não, aqui eu tenho que me virar. Não é ruim, até porque na mesma rua tem uma Doceria e Restaurante maravilhosééérrima, e a 2 quarteirões, na avenida, tem o Habib’s, aquele em que eu almoço, mas sempre esqueço de pedir a opção que tem o Pica-Pau de brinde, eu não gosto tanto de Pica-Pau, mas apesar de marmajona gosto de brinquedinhos fofinhos pra ficarem abarrotando as estantes e mesinhas do meu quarto enquanto as gatinhas vão derrubando o resto, but anyway …
Minha mãe manda a minha marmitinha pelo Motoboy, isso eu já disse, né ? Pois é, acontece que definitivamente a minha mãe não sabe montar marmitinhas, pelo menos não do jeito que eu gosto, além disso ela esquecia frequentemente de mandar os talheres, e isso me embaraça, e várias vezes eu deixei de comer, porque tipassim Mulher-das-Cavernas … como se come um bife sem faca ? Como se corta macarrão com um garfo ?

Então navegando na internet eu achei receitas ótemas de como montar uma marmita à sua altura, honney ! E sem aquele tre-le-lê de passo-a-passo, mas com fotos, então Mamy’s, olhe e aprenda !

Conte mais ! ♥

Agora THE BEST, a melhor marmitinha de todas ever {Manhê, aprende !}

Conte mais ! ♥

Só tem um “porém” … eu não como nada disso que os japas colocaram nas marmitinhas … mas … quem aí tava pensando em comer ?








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