Nov
20

  Plano B ?

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiveres visto.
Cria outros, para visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

Cecília Meirelles

Pode ser vergonhoso ou espantoso dizer isso, na verdade se torna vergonhoso diante do espanto das pessoas, mas na verdade não é possível que só eu pense ou já tenha pensado assim: nunca me excitei com poesias, poemas, etc. Pra mim é uma literatura como todas as outras, alguns são bonitos e outros não, alguns interessantes e reais e outros lunáticos, mas sempre, sempre os vi com receio devido à forma como são usados e divulgados. Pra mim poesia é clichê. E ninguém me conquista usando as palavras de terceiros, prontofalei.
Porém me agrada quando me identifico com algo que leio, pode ser com uma reportagem ou com um trecho de algum livro. Pode ser um artigo sobre moda ou maquiagem, mas pasmem, pode ser um poema !

Ontem aconteceu algo que jamais poderia acontecer. Tudo o que eu planejei, pensei, calculei, tudo aquilo que eu milimetricamente construí por um bom tempo, todos os meus planos, todo o meu castelo, era de cartas, era de areia, despencou, a onda levou.
Já estava tudo certo, era só vencer a burocracia. A burocracia da vida, da minha vida, sempre, presente, aqui, em meus planos. Não deveria ter confiado tanto, não deveria ter sido tão otimista, deveria já ter começado a me preparar psicologicamente pra algo que no fundo no fundo eu já sabia que iria acontecer, mas como todos sabem, eu sou um pooooço de determinação, tanto, que em certo ponto chega a ser teimosia, tolice - e por que não - burrice ?
Até porque, eu disse à Deus, a mim, a quem quisesse ouvir, que se não fosse dar 100% certo ( e eu não aceito margem de erro quando o que está em jogo depende de mim ) eu nem queria iniciar todo o processo, já que a estrada é longa, é difícil, é cheia de obstáculos e acima de tudo incerta. Mas a certeza vinha de mim, da minha mente, desde criança, essa certeza sempre veio de mim, então pra que diabos duvidar ?

Pois é. Pra muitas pessoas eu estou fazendo uma grande tempestade e até um dilúvio, a partir de um … copo d’água ? Nananinanão, pra mim foi um afogamento. Mas o pior nem foi isso, o “pior” está sendo a minha posição diante disto tudo.
Parei. Parei um dia. Parei hoje. Desliguei o nextel, desliguei o celular ( que sei que não irá parar até que eu explique tudo à todas as pessoas envolvidas, ou curiosas, com o quê - de fato - eu irei fazer da minha vida ), não abri sequer o e-mail. Não discuti com meus pais, não briguei comigo, nem dei com a minha cabeça na parede ( como de costume, ahaha ). Simplesmente parei pra pensar. Saí, caminhei, e talvez esta seja a primeira dificuldade que enfrento que não tenha a mínima vontade de contar nada a ninguém, não sinto vontade de desabafar, apesar de ser mulher eu não sou dramática, e em se tratando de alguns problemas mais sérios eu ajo da mesma forma que agi quando soube que estava gravemente doente: silêncio e planejamento. Isso me salvou, e talvez irá me salvar desta vez.

Já tinha cogitado esta possibilidade ruim algumas vezes, e neste ano este foi o ÚNICO motivo que me fez derramar aquelas lágrimas raras de mim, desespero, tristeza, angústia. Sempre fechei os olhos porque era uma coisa que não queria nem pensar, nem imaginar. Chorei em público, no ombro das minhas amigas, chorei na frente de um paciente da Clínica.
Não. Não me perguntem o porquê de tanta angústia, de tanto medo de isto acontecer, eu não sei, em nem conheço este mundo, nem conheço os detalhes, o making of desta vida que eu sempre quis ter. Seria um encanto ? Um interesse sobrenatural ? Ou seria teimosia, Raphaella ?

Sério, os leitores devem conhecer a expressão “sangue no olho” ? Na facul é “sanguenozóio” meeesmo, ahaha. Expressão que parece ter sido feita pra me descrever. Quando eu quero uma coisa, meeeeeeu amigo … ainda fico pensando nas coisas que fiz por uma possibilidade, por uma opinião otimista, por alguma frase que me esimulasse ainda mais. Mas não tem jeito, parece que tudo foi contra, e do jeito que eu comecei errado acabou errado. Mesmo assim eu quis recomeçar, eu quis fazer as coisas direito, e me foquei mais ainda, mais do que já estava, mais do que achei que pudesse.
O engraçado é que todo mundo que me conheceu, que me viu envolvida, até quem não simpatizava com o jeito que eu agia concordou que o fato de eu ter que “dar uma pausa” foi uma grande perda, não só para eles ( para quem eu dava aulas particulares ), quanto para os meus futuros pacientes.
Hoje quando me vêem pela São Judas, a turma do 2BFTN diz que de todo o nosso grupinho, eu sou a única que tem o dom, e que nasceu pra isso. Falam pra me agradar ? Não sei mais.

Já tinha decidido. Já tinha decidido que chega de bobagem, de dar murro em ponta de faca. TUDO o que é tão simples pra várias pessoas, pra mim se tornou uma batalha, uma guerra, uma luta contra tudo e todos, contra a maré de azar, TUDO o que jamais deu errado a ninguém deu pra mim, e eu estava decidida a começar a planejar o plano B, aquele que eu ainda me refiro com um ” ? ” no título do post. Este ponto de interrogação já era pra ser um ” ! ” há tempos !
Mas aí me convenceram a lutar mais. Como se tivesse feito pouco, me humilhado pouco, tentado pouco. Mas quando não estão em nossa pele é super normal. Tá, tá bom, lá fui eu de novo. E lá vem o balde de água fria de novo.

Maperaí ! Tem alguma coisa errada gente, não é possível ! Chega. Dessa vez eu nem chorei, nem briguei, nem discuti. Não questionei, nem contestei. Todos me falando um monte de coisas, todos me mostrando novos caminhos, já planejando por mim, pra mim, em meu lugar. Mas ninguém entende, de verdade, o que eu sinto. Isso é tão banal, né ? A todos isso é tão simples, tão chato, tão pesado. Pra mim era um sonho, algo que eu agradecia todas as vezes que estava lá, vivendo aquilo. Eu acho que já sabia que tudo isso não era pra mim, não era o meu lugar certo, por isso dava tanto valor.

Mas então … e agora ? Pois é … a pergunta que não quer calar … aquela que já me fizeram 3 vezes hoje, e eu … mais de mil. Sei o que quero: não quero isso de hoje. Eu quero mais, eu vou ter mais, eu mereço mais, isso ninguém precisa me dizer. O problema, é planejar, é renascer você, como o próprio poema diz. Isso não é nada fácil, esse poema … colocar em prática cada frase, cada palavra, é quase impossível pra mim neste momento ! Mas quando eu o li, quando eu o vi, me encantei, pelo fato de a minha mente estar tão racional diante de tantos nós, que nem eu mesma me reconheço.
Me reconheci foi estacada, conformada, por mais que minhas palavras digam o contrário, a minha vida mostra como estou. Parada. E este é o meu maior medo ever: parar. Não vou, não quero, não eu ! Sim, Cecília, eu preciso multiplicar meus olhos, não é possível que meus sonhos tenham morrido dentro de Caixas de Pandora, que nunca vi, que só materealizarei com fé. Nãão, isso é demais, se todos conseguem por que eu devo aceitar que seja tão difícil ? É. Destruirei os braços que semearam, e os olhos que tiverem visto.
Vou ser eu mesma, vou resgatar o que eu era, mas irei me resgatar para desta vez ser eu em outros caminhos. Ser outra ? Sim, serei eu, mas serei outra por estar em outro lugar, ou por me ver agora em outros lugares, em outros mares, em outras jornadas.

Eu viajo demais, né ? Talvez sim, mesmo. Talvez seja mais simples, talvez eu esteja complicando. Mas não vou abrir mão de quem eu quero ser. Serei outra, mas serei quem eu quero, aquela que almejo. É por isso que me sacrifico, que me privo de muitas coisas, é por isso que exijo de mim tanta disciplina.
Mas eu complico. Deve ser simples. Assim como aceitar sair com alguém, assim como marcar uma balada com os amigos. Não tem por que complicar, certo, Raphaella ? Sim. Eu estou errada, e isso me isola. Eu me odeio neste momento

Não tenho mais o que dizer. Não sinto nada. Tristeza, receio, medo … não sinto nada. E essa ausência de sentimentos e pensamentos hoje me acalma. Bem como a simplicidade e a serenidade com que Cecília Meirelles escreveu este poema. Como se isso fosse fácil, como se fosse básico, corriqueiro.

Me intriga, porém me consola.






Sep
2

  Quando o coracao volta a bater (by Alanis)

Current Mood:Sigh emoticon Sigh

Eu sei que ainda estou devendo Meme, ainda estou devendo Selinhos, mas eu tô passando pra compartilhar um momento em que estou me sentindo bem, e que meu coraçãozinho chato voltou a ter esperanças de que eu vou realizar meus sonhos !
Depois de muitas e muitas dúvidas, depois de milhares de pedras em meu caminho, depois de dar muitas vezes com o nariz nas portas que se fecharam em minha vida, eu estou esperançosa de novo

E porque eu sou daquelas que têm uma música pra cada momento, escolhi essa ótema da Alanis, e com vídeo, porque ele é simplesmente muito lindo Vocês sabem da minha paixão pelo CORAÇÃO como órgão, como símbolo, como carreira profissional ( quero ser Fisioterapeuta especializada em Cardiologia ), enfim, então eu amei !

Já foi lançada com single faz um tempinho, mas Underneath é uma das melhores músicas do cd que estou ouvindo atualmente, o Flavors Of Entenglement, lançado neste ano pela cantora, como um dos álbuns mais modernos e maduros de toda sua discografia. Ainda não tive tempo de curtir com tranquilidade e paz de espírito sabe, mas assim que formar uma opinião concreta sobre o álbum eu volto com um release ^_^

Pra quem não conhece o cd, ou nunca se interessou muito por ela, fica a dica. Não é tão soul quanto a minha ídola Amy, mas também curto bastante pros meus momentos reflexiva, hahá

E dêem graças, porque depois de looongos anos malokeeeira com o cabelo à là religiosa, e depois de algum tempo com o cabelo à là menininho, ela tomou jeito e virou mocinha

Agora eu vou indo porque tenho váárias coisas do trabalho pra terminar !
Até mais pessoar !






Jun
13

  Somebody Saaaaaave-me ! ~

Só pra advertir, eu tentei, mas não rolou, e o post tá mesmo meio EMO . Mas fiquemos felizes, irmãos, são registros da vida real ! Prometo que até o fim de semana trarei algo de mais agradável leitura aos meus leitores e leitoras !

Eu disse a vocês, eu assegurei a mim, eu disse que aqui seria diferente. É claro que o meu blog é o meu principal hobby, meu passatempo, mas eu disse que gostaria muito que aqui fosse diferente de , e está difícil, mas eu tenho que honrar com os compromissos que eu imponho a mim mesmo que sejam minúsculos, como postar em um blog com mais frequência .
Não tinha aparecido ainda pois surpreendentemente estou atarefada com uma encomendinha especial da minha amiguinha Fran. Digo isso porque meu portfolio nem ficou pronto ( aliás, com uns layouts a serem aprovados pela senhora minha mãe para o site dela, este projeto está bem distante de ser concretizado, né, mãe ? ). Ainda não está pronto, faltam várias coisas e eu tenho que entregar esta semana, mas dei uma fugidinha agora pra postar, já que existem coisas que quero dividir com vocês. E tinha meeeesmo que postar hoje, pois o Oh Yeah / Oh, no fez sucesso, e definitivamente será feito religiosamente em Ediciones Semanales hihi .
Assim como eu fazemos na alimentação, irei fazer neste post. Primeiro o salgado, depois o doce. Tudo bem que tem vezes que eu como o salgado, o doce e sinto uma súbita vontade de comer salgado de novo, mas abafa .
Começando pelo meu … dia-a-dia. Posso falar ? Tô perdida. Calma gente, não tô deprê, não vou dar uma de EMO de novo, entrar no momento chororô, calma calma, não precisa parar de ler. O assunto é futuro. Não sei o que fazer com este medo que estou sentindo. Estou em dúvida, mas não quero deixar que ninguém note, pois … é complicado. Mas vamos aos fatos ( Pushing Daisies ): Faz um semestre que não estudo, e faz quase um mês que tô desempregada. E por mais que eu trabalhe na loja da Mamy’s, não rola, não dá, não me sinto … útil. E essa vida me abate, sempre me deixa encucada, me sinto mal. Quero muito dar um rumo a minha vida, mas a vida me estacou onde eu me encontro hoje, e tá difícil tirar o pé da lama, no português claro. Me inscrevi no concurso, quero muito passar, sei que tenho chances, pois sei que consigo quase tudo que quero, mas fico pensando ( eu penso beeem lá adiante, e isto kill me ): e se eu passar ? Será que eu vou me acomodar ? E a minha graduação ? E o meu sonho ?
Mas também penso: E se a Fisio não for o melhor caminho, e se eu estou agindo sem racionalidade, e se isto é um mal que está vindo para o meu bem ?
Mas se for isso, por que, entre tantos mil candidatos, eu passei em 2º lugar no Pro-Uni da São Judas ? Por que eu estudei tanto ? Por que eu consegui esta bolsa com louvor, se hoje eu não posso pagar os outros 50% ? Por que eu fui uma das únicas alunas que passaram em 12 matérias do 1º ano sem nenhuma D.P. ? Por que eu conheci gente tão especial, fiz amizades tão importantes, se hoje estou distante delas, estou me sentindo terrivelmente sozinha, again !
Por que eu estou desempregada se eu fui uma das melhores funcionárias do projeto de adoção da Moderna ?
Sinto que tenho que tomar uma atitude, radicalizar, sinto que as respostas não vão cair do céu, ah, não vão meeeerrmo. Só que não sei por onde começar , deu pra entender agora ?
Queria tanto obter respostas ! Hoje me sinto uma velha de 70 anos esperando a morte. Não, não é exagero, é real.

Não dá, gente. Não tem mais clima. Vamos ficar só com o salgado por hoje. Vou deixar o post por aqui e logo venho com umas novidades mais animadoras, porque este post aqui já era !

Exceto a Cíntia, não se sintam comprometidos em comentar, genthem !








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