Raphaella, vinte anos, paulistana. Inteligente e criativa, mas chata e geniosa. Atrapalhada, perfeccionista, feminina, esquecida, estérica, delicada, cética, independente, nerd and geek. É aquela que vive de computador, tv, conversas malucas, livros científicos, e claro, Coca-Cola. I add: Família + Amigos + Pop/House/Rock + Justin Timberlake + moda + Pucca + Marie Cat + Keroppi + Warner Channel + Superman + Lex Luthor + medicina + pessoas inteligentes ( ... )
Ah, é tão bom quando você abre sua mente pra coisas novas, não é mesmo ? Bem, não sei se vocês vão concordar, visto que poucas pessoas conseguem veridicamente essa … “proeza“. As vezes a gente acha que está livre de pré-conceitos, mas é pura ilusão. Na primeira oportunidade, lá estamos nós, rotulando, tachando, rindo dos outros, das outras, das coisas e coisos. Digo isso por conclusão própria, pois não estou livre das opiniões que os outros formam pra mim, estas que nem sempre tenho tempo, ou mesmo interesse de analisar por mim mesma. E todos somos assim, que atire a primeira pedra quem nunca repetiu uma piadinha besta sobre alguém, alguma religião, personalidade, ou panela.
E de panela eu entendo, rs. Já curti hip hop ( imaginem a “manadogueto”, ouvindo Eminem pralá ! - ok, Eminem eu ainda amo, mas desconsiderem o pralá pq é xulo ! ); depois virei clubber. Ainda existem clubbers ? De repente me veio em mente essa questão, afinal, não é por nada não, mas esse HSM está deixando a molecada de hoje em dia meio alienada à complexidade da adolescência, ahaha Ok, falei como velha, mas a impressão que dá é essa, depois que eu vi que mto adolescente nem conhece o próprio Eminem que estourou, imagina os outros artistas que eu ouvia.
But anyway, mesmo sendo clubber a minha melhor amiga era emo. Era assim, um escândalo andarmos juntos, manja ? Mas mesmo assim a gente se admirava. Até pq os emos estavam estreando, ainda não existia tanto preconceito, tantas idéias equivocadas a respeito, tanta violência, já que hoje os emos são mais vistos eem jornais policiais do que sei lá onde, ahahahaha
Enfim, eu não nego que gosto de emos. Eu gosto, mas não me identifico. Porque não sou como eles, somente os admiro, em partes. Admiro a forma como são rockers sem fazer pose de eusoufodão. E se querem saber, tem muuuito mais gente que sofre da síndrome de emo do que próprios emos assumidos. É só observar. A dramaturgia está por todos os lados, o amor pelo sofrimento também. Mas enfim, o foco é a música.
Música essa que eu sempre adorei. Mas nunca amei, rs. Além de Moptop ( pq são seguidores de Strokes ) nunca havia ouvido um cd inteiro de nada do estilo. O som é bom, mas as letras nem sempre. Pára e analisa as letras do NXZero ! Não gosto deles, prontofalei. Meio nada a ver … enfim. Mas se eles dizem que “emo é o caralho“, então tá, né
Mas há alguns dias eu baixei o cd do Fresno. Minha Review pode durar horas, que serão só elogios. Sons bons, música boa, letras reais, emocionais porém cheias de atitude. Não tem como não ouvir pelo menos uma musiquinha durante o dia, eu adoro e devo dizer que me surpreendi, sabe. Não é aquela coisa melodramática tipo emozão, nem aquela coisa emofake tipo NX ( agora eu apanho ). É singular, é especial. Talvez esse seja de verdade o rock emo. É emo, mas sem deixar de ser rooooock !
Sobre Todas as Coisas que Eu… (intro)
Não Quero Lembrar
Uma Música
Contas Vencidas
Desde Quando Você se Foi
Redenção
Alguém Que te Faz Sorrir
Passado
Goodbye
Europa
Você Perdeu de Novo
Polo
Milonga
Virei fã, prontofalei ! Mas virei fã não por eles, não pela banda, que nem conheço. Nem sei se são simpáticos ou não, humilde ou não, estrelas ou não. Virei fã pela música mesmo. Falando de “fofices” eles não são lá tãão bonitos, o Lucas me remete um pouco àquele periquito do Castelo Rá-tim-bum, but anyway … fofos.
Pra terminar, trechos preferidos:
Não eu não quero lembrar
Que alguém que não te quer está ocupando o meu lugar
Não eu não vim conversar, só estou te avisando pra
você não procurar
Por sentimentos bons ou ruins, sobre você, dentro de
mim
Mas dói demais eu ter que ver
Que eu não fui nada pra você: “passado, passado”.
Você diz que foi bem fácil me esquecer
E que o laço nasceu pra ser cortado,
Mas eu vou discordar.
(te dizer)
que amor não senti, é mentir pra mim
e mesmo que seja melhor assim
(te dizer)
não posso negar que eu quero voltar
eu sempre quis nunca precisar
te dizer
Eu tive “aquela fase” que todo adolescente tem, porém eu jurava que never alguém já havia passado pelo que eu passava. Puro drama de menina boba, eu nem passava por tanta coisa, assim
E apesar de não gostar muito de lembrar desta fase - não que tenha sido ruim, mas eu sempre fui o tipo de “garota adulta”, e por mais que minhas atitudes me acusassem, eu sempre quis crescer, ser mulher, alcançar aquilo que parecia ser inalcançável, ou seja, ser e viver naquele EU que projetei por tantas e tantas noites a fio.
O porquê disso ? Sinceramente eu não sei. Mas se o depoimento dos meus pais vale alguma coisa, eles ( e mais 1204523 familiares que eu não sei nem quem são ) já disseram que “a Raphaella sempre foi assim” E não adianta, apesar de toodas as confusõesinhas que já tive em meus relacionamentos interpessoais, eu sou sim, individualista e independente. E pode parecer egocêntrico demais, mas eu ainda não acho isso errado. E cá entre nós, por que raios deveria achar ? Eu já tentei mudar, me socializar, mas cansei, não me agradaria mudar para me agradar, porque de fato antes me agradaria agradar a algunas personas. Agora não, agora chega, agora essa sou eu.
Mas e quando, do nada, você se vê exatamente onde já quis estar ? E quando, você pára pra pensar e vê que talvez aquilo que você projetou ser e fazer … enfim, oh gosh, está acontecendo ?
Não vou mentir, apesar de algumas decepções, e de eu ainda sim, sofrer com meus descontroles, devidos responsáveis pelo meu dom de magoar as pessoas que nem tem nada a ver com nada, eu estou em uma fase … “diferentemente melhor“.
A euforia de entrar em uma fase da sua vida em que você não sabe o que vai acontecer, e que por vezes você se surpreende com os acontecimentos bons ou ruins é intrigante.
Tudo isso começou no início deste ano. Eu percebi que eu estava vivendo uma vida que por mais que eu contestasse, essa vida não era minha. Eu estava abusando da minha mente, e da boa vontade da minha família. Apesar de muito sofrimento, abdiquei ao meu trono de falsa princesinha e me joguei. Tranquei minha faculdade, porque definitivamente eu tinha que colocar a minha vida em ordem. Mas como é que você pode ficar bem abrindo mão do seu maior sonho ( já em realização ) pra recomeçar do zero ?
Nesta fase, parece que meus olhos se abriram. Graças à Deus bem nesta fase arranjei um novo emprego, após meses desempregada. Trabalhei duro, e foi nesta fase que eu caí, que eu sofri, mas que sobretudo aprendi muito sobre a vida real, aquela que minha família e meus amigos tanto tentavam me proteger, ou me privar.
Depois, quando eu achava que estava tudo se ajeitanto, fui demitida, e por ironia do intestino ( rá ) recebi mais um presentinho da vida: após vários exames médicos, foi constatada uma doença crônica, farmacodependente, e foram mais alguns meses de repouso, e dando início a um longo tratamento cheio de altos e baixos. O hipotiroidismo não é algo que atrapalha intensamente a vida de algum paciente, porém a princesinha aqui deixou chegar a um ponto quase cirúrgico, e isso foi quase, eu disse quase, dito sem solução medicamentosa.
Depois de alguns meses de deprê e enfermidades, de problemas de saúde e psicológicos, Deus me deu forças, e em cima da hora decidi arriscar em um novo emprego.
Aquele, o mesmo, este atual. Quando fui contratada, eu recebi TANTAS responsabilidades que achei praticamente impossível dar conta de tudo. Justo eu, que havia sido demitida por ser “nova demais” e por não ter sido contratada em várias outras empresas por ser “menina demais”, “criança demais”, e outras “infantilidades demais” pra serem caractéristicas verídicas Tudo pela carinha de criança, voz de criança, jeito de criança. Masquepoha de empresas que não reconhecem a responsabilidade de cada um e o bom desempenho nas entrevistas ?
Mês que vem completarei 3 meses nesta empresa, super recente, super sobrecarregada, super estressada, super cheia de responsabilidades, fato. Mas esta ajuda que Deus me dá a cada dia pra responder as expectativas ( por vezes abusiva ) me fez abrir os olhos pra mim novamente, pra que tipo de pessoa eu sou hoje, aquela moça, que responde a pelo menos 60% das expectativas da adolescente utópica do começo do post
Eu usei como exemplo a minha vida profissional pra criar um contexto com a vida que eu levo hoje. Parece que apesar de tantas lutas, de tanto sofrimento, de tanto chororô de emo, quando você menos espera as “horas certas” vão chegando. E acredite, você sabe quando elas chegam
O mais engraçado é que eu sempre, sempre fui muito “protegidinha” sabe, sempre proibida, limitada, controlada. Não só em se tratando do tão exigido direito de ir e vir, como também das minhas idéias. Meus pais sempre respeitaram minhas opiniões, porém com alguma relutância ocasionalmente Não os tiro a razão, se eu sou o que sou hoje, se eu sou responsável e consciente ( ) isso eu devo a eles.
Mas quando a hora certa chega ninguém se manifesta. Nem seus pais, nem seus amigos, nem ninguém. E também quando se atrevem a tal insanidade, tomam na tarraqueta. Eu tenho 20 anos e sou vacinada. Não sei de nada, mas hoje estou de mente aberta para aprender, e no que eu aceitar descobrir sozinha, por favor não se intrometa. Quanto a isso estou mais linguaruda do que nunca
E aí, pessoas, é um misto de euforia, medo, frenetismo e receio. Acontecem coisas que você sempre sonhou, mas que parecem tão banais, já que hoje você tem outras prioridades - e tá pra nascer alguém que invente mais prioridades do que eu . Por isso algumas conquistas passaam despercebidas, porém algumas … ahh … são essas que estão me inspirando a fazer este post.
Mesmo depois de muitos acontecimentos ruins e de uma bela nuvem negra em cima da minha cabecinha, posso dizer hoje que não há nada mehlor do que, depois de um tombo, você se reerguer, ALONE, só vc e Deus, e refazer suas próprias idéias, catar os seus próprios caquinhos, acreditar em você. Não tem coisa melhor, do que, depois de uma maré de azar, você compreender a verdadeira razão de cada coisa ruim, e aprender com tudo isso. E levantar, e se tornar ainda mais, ainda melhor.
É. Parece que cresci. Eu não sou mais uma menina, apesar de meu rosto e minha voz ainda enganarem bastante, ahaha. Mas mulher … ainda é cedo pra dizer, não chego a tanto, vai !
E é essa falsa liberdade que me fez acordar mais feliz hoje. Caí na real, sabe. Estou livre. Presa em minhas reponsabilidades, meus paradigmas, meus valores intraduzíveis, e etc e tal. Mas nunca, nunca eu me senti tão livre. E sinto que isso é só o começo …
Não, não precisam “sentir muito” por não terem entendido o post anterior, afinal, quando eu quero desabafar aqui no blog, eu o faço de forma abstrata propositalmente, já que não me agrada ( e nem há necessidade ) de expor esclarecidamente as situações que vivo. Até porque é muito mais interessante você ler um post que faz um contexto abrangente e até te alcança ao fazer com que você se identifique com o assunto tratado, do que aquele post em que eu conto minhas fofoquinhas, não é mesmo ?
Enfim, como eu plurkei esses dias ( plurk sem respostas, diga-se de passagem ) é incrível como eu mesma consigo me colocar nos eixos. É claro que eu sou a Rainha dos Plurks abstratos, e que ninguém entendeu, mas é bem simples: acho que hoje tenho ( talvez ) alguma maturidade pra colocar um basta nas coisas quando estão fugindo do controle, e tudo isso dentro de mim, nada a ver com ninguém.
Eu sou o tipo de pessoa que vive intensamente cada situação, cada amizade, cada matéria nova, cada música. Mas existem algumas coisas que podem atrapalhar meu desempenho em outras, que por sua vez são prioridade. E quando algo atrapalha que não deveria atrapalhar, eu imponho limites à mim mesma, e apesar de ficar um pouquinho chatiada, é como dizem por aí: Não se pode ter tudo ! E como eu mesma já disse e comprovei, nós sempre temos escolhas, e eu escolho caminhos que muitas pessoas não escolheriam. Troco, sabe ? E as vezes afasto as pessoas que gostam de mim … 2ª ou 3ª pessoa que me diz isso. Mas eu não aprendi a fazer diferente, às vezes eu causo mal com a minha independência. Não é que eu não goste de amizades frenéticas, é que eu sou diferente … eu tenho meu espaço, minha vida, meus planos sozinha. E quando as pessoas acham que eu não as incluí em minha vida, elas viram as costas. Sempre. Não digo que é uma atitude errada, até porque várias pessoas já fizeram isso, mas … ainda não aprendi a ser diferente. E pra ser sincera … ah, melhor parar por aqui.
Beeeem, fiquei chatiada sim, mas tá passando. Pra não magoar mais ninguém resolvi me esconder um pouquinho.
Esses dias eu resolvi montar uma playlist nova pro meu MP, cansei das musiquinhas de sempre, resolvi juntar algumas das que mais gosto. Ainda não terminei, maaaas eu gosto da forma como vejo as coisas hoje, não sou mais adolescente ( ok, também não sou uma mulher, mas isso quem explica é a Excelentíssima Britney, hahá ) , e hoje tenho opiniões e gostos que não tinha. E encontrei algumas músicas bem lesgais, bem a minha cara, esta cara que eu tenho agora, sabe, heuheuahe.
Alguém aí conhece Moony ? Ela é uma cantora italiana, que apesar de não muito conhecida aqui no Brasil, suas músicas são magicamente produzidas para arrasar nas pistas de dança, e assim se faz, em metrópoles como Londres, Paris, e até Madrid. Inovadora, talentosa e fofa, adicionou as letras fofas de dor-de-cotovelo na House Music mundial, coisa que era meio … ‘difícil’ até os anos 90, nerrrg ?
Enfim, entre uma discografia curta - mas bem sucedida - está a aclamaaada Dove ( não o sabonete, a música mesmo ), músiquinha que eu escutei pela primeira vez lááá pelos meus 12 ou 13 anos, mas que hoje falou mais alto, hoje ^_^ Falando assim ninguém se lembra, mas quem nunca cantou este hit ?
Pra finalizar, um trechinho da letra ( traduzida ) que mais me explica:
And if she questions the sun
(e se ela perguntar para o sol)
Why, why me
(por que, por que eu?)
The sun doesn’t answer
(o sol não responde)
Oh God, can you help me
(oh Deus, você pode me ajudar?)
The answer is easy my love
(a resposta é facil meu amor)
You’ve built your own jail
(você construiu a sua própria prisão)
You’ve always been part of the sky
(você sempre fará parte das estrelas)
So why d’you keep staying by his side
(então porque você deveria continuar ao lado
dele?)
Away from me
(longe de mim)
É mágico como os DJ’s conseguem deixar as músicas dela tão contagiantes, mesmo com estas letras tão significativas. Ok, eu tô emo, mas em todo o caso, é saudade do Justin ♥
[E é péssimo quando você machuca as pessoas e ainda sai machucada. Acho que é a pior das situações, porque você sabe que a culpa de tudo foi sua, e não tem o direito de jogar a responsabilidade a ninguém !]
Ps. Em breve post TIETE sobre as últimas do homem da minha vida, é, o supra-citado no penúltimo parágrafo acima